MDN LANÇA PLANO NACIONAL DE ACÇÃO SOBRE MULHERES, PAZ E SEGURANÇA

O Ministério da Defesa Nacional lançou, recentemente, o Plano Nacional de Acção Sobre Mulheres, Paz e Segurança. A iniciativa visa promover a participação das mulheres nos processos de paz e segurança em Moçambique até o ano de 2022.

A decorrer sob o lemaMulheres do Sector da Defesa: agentes de prevenção, resolução de conflitos e manutenção da Paz, O Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança, lançado oficialmente em 2018, é um instrumento legal moçambicano que sintetiza o conjunto de acções com vista a potenciar a mulher para as missões de Paz e Segurança em diferentes situações de conflito armado.

Em resposta a estes compromissos, o Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas de Defesa de Moçambique tem procurado iniciativas que promovam a igualdade e equidade de género na instituição, desenvolvendo acções que visem garantir maior incorporação, retenção e promoção das mulheres nas Forças Armadas de Defesa de Defesa de Moçambique, pois, essas acções reflectem a materialização dos ideais deste Ministério.

Na ocasião, o Vice-Ministro da Defesa Nacional, Patrício José, reiterou o comprometimento do seu pelouroem tudo fazer para a implementação deste projecto que permitirá atender melhor as questões relativas ao género, concretamente a violência baseada no género, violência física e psicológica no contexto de conflito.

Neste contexto, continuaremos a integrar a perspectiva de género e a aprimorar cada vez mais, acções de matérias ligadas ao género e estratégias de prevenção e gestão de conflitos nos nossos instrumentos orientadores com vista a implementação efectiva do plano. Disse Patrício José

O Projecto é uma parceria entre a ONU Mulheres, o Governo da Islândia, o governo da Noruega e o governo de Moçambique em apoio à implementação ao nível nacional dos compromissos globais sobre Mulher, Paz e Segurança e abrange sete províncias e catorze distritos, nomeadamente: Gaza (Chigubo e Chibuto), Inhambane (Funhaloro, Panda e Mabote), Manica(Vanduzi), Sofala (Gorongoza, Machanga e Chibabava), Tete(Moatize), Zambezia(Morumbala) e Cabo-Delgado (Mocímboa da Praia, Palma e Montepuez).

Entretanto, Marie Letícia Keissier, representante da ONU Mulheres defendeu que em zonas de conflitos, a presença das mulheres pode ser mais eficiente que a dos homens, uma vez que este género tem mais facilidade de dialogar com pessoas assustadas por conflitos armados em relação a pessoas do sexo feminino.

De referir que, diferentes sectores do Governo e sociedade civil deverão se engajar para fazer a monitoria da implementação do plano. Para isso, os envolvidos deverão apresentar um relatório anual de actividades numa reunião conjunta.